4 características de quem tem agilidade de aprendizagem

Por 11 de setembro de 2018Inspiração

Habilidade extremamente relevante no mercado de trabalho atual, e muito exigida em cargos de liderança, a agilidade de aprendizagem leva a tomadas de decisão mais acertadas diante de problemas imprevisíveis

Ilustração de processo de agilidade de aprendizagem

Já parou para refletir em como você responde aos problemas não previstos no ambiente de trabalho? Sua reação diante das adversidades diz muito sobre o seu perfil como profissional e como líder.

Isso acontece porque a maneira como alguém enfrenta novas questões e aprende com elas está intimamente ligada ao seu desempenho na carreira, segundo o consultor norte-americano George Hallenbeck, diretor do Center for Creative Leadership (CCL), que falou sobre o tema em palestra do Congresso Nacional sobre Gestão de Pessoas, o Conarh, no último mês.

O learning agility – ou agilidade de aprendizagem, em português – é um termo criado por Hallenbeck para se referir à habilidade de aprender rapidamente com uma experiência e, além disso, aplicar o aprendizado na tomada de decisão. Com base na observação, ele concluiu que essa é uma competência fundamental principalmente para os líderes.

“Essas pessoas (que possuem agilidade de aprendizagem) confiam em suas intuições, conseguem acessar toda a sua experiência anterior”, explicou o especialista no Conarh.

Além disso, esse grupo de pessoas costuma se mostrar mais aberto às novas soluções, e menos preso a métodos e a respostas mais confortáveis porque já foram experimentadas. “Elas geralmente se descrevem como lifelong learners (aprendizes contínuos), e fazem experiências cruzadas entre vida profissional e pessoal”, disse.

Para entender melhor o que é learning agility e se você pode se considerar um desses profissionais que pensam fora da caixinha e tomam decisões certeiras, nós separamos 4 características de quem tem agilidade de aprendizagem. Confira!

Pessoas com agilidade de aprendizagem…

  1. Lidam bem com o inesperado

Novos problemas precisam de novas soluções, e as pessoas que possuem essa competência colocam essa máxima em prática. Elas enfrentam situações e problemas que poderiam levar outros profissionais ao desespero como uma nova oportunidade de aprender – porque, de fato, é – e conseguem exercitar esse aprendizado de forma contínua, aplicando o que sabem e o que ainda estão aprendendo como possíveis respostas ao que necessitam resolver.

“As pessoas ágeis são muito boas em saber o que fazer quando não sabem o que fazer”, explica Hallenbeck. É nesse momento, aliás, que se pode identificar alguém com essa habilidade mais facilmente: obervando como cada um enfrenta os novos desafios.

  1. Apresentam queda de desempenho, mas em seguida revelam um pico de performance

Ao contrário dos profissionais considerados “padrão” que, colocados diante de um problema ou novo projeto, costumam ter um desempenho médio, mas regular (sem altos e baixos), aqueles que têm rápido aprendizado mostram, primeiro, uma queda em sua performance. Isso acontece porque essas pessoas passam algum tempo digerindo as informações, fazendo perguntas, analisando possibilidades – e criando outras – para só então tomarem decisões – mas essas costumam ser mais acertadas.

  1. Vão a fundo na análise das situações e não parecem donos da verdade

Os profissionais com o perfil ágil também questionam mais. Ao invés de respostas, muitas vezes, eles geram mais perguntas. Mas isso porque precisam expandir sua compreensão para além do que é usual, e é isso que os fazem tão raros e tão valorizados dentro das empresas.

  1. Valorizam o aprendizado contínuo e buscam aprender com outros profissionais

Segundo Hallenbeck, as pessoas com essa competência se mostram, além de inquietos e curiosos, mais humildes… Elas buscam enriquecer seu conhecimento no contato com outros profissionais, não precisam parecer os mais inteligentes a todo o momento e estão sempre abertas a ouvir. Além disso, têm consciência de que o aprendizado precisa continuar depois que algum problema é resolvido. “Elas irão pedir feedback, por exemplo, porque acham que é uma forma de obter mais informação”, explica o consultor.

Deixe um comentário