5 respostas às principais dúvidas sobre como pedir um aumento de salário

Por 19 de dezembro de 2017Carreira

Afinal, quanto vale o seu trabalho? Todo profissional passa por este dilema em algum momento da carreira. Siga nossas dicas e saiba como negociar com mais segurança

Na hora de negociar o salário, seja ainda no processo de contratação, seja no seu atual cargo, fugir de clichês e argumentos já batidos é fundamental. Para ajudar você nessa tarefa que pode ser árdua, mas é necessária para que se sinta reconhecido por seu trabalho, conversamos com Hendel Marum, Master Coach especialista em Psicologia Positiva da Sociedade Brasileira de Coaching (SBCoaching), e listamos suas principais dicas. Acompanhe.

1. Como saber qual é o melhor momento para pedir aumento?

Saber qual o momento certo de pedir um aumento pode ser difícil e gerar constrangimento e ansiedade diante da insegurança de, em caso de falha, ser mau visto pela chefia, além do medo de receber uma resposta negativa.

Segundo Marum, a hora ideal é aquela em que o profissional está seguro de que está atingindo as expectativas da empresa para seu trabalho e acumulando mais responsabilidades do que o acordado. Um bom sinal são resultados concretos ou indicadores: mais clientes, melhores números, trabalhos elogiados…

Se ainda não foi contratado, a possibilidade de negociar o salário ainda durante o processo seletivo é muito pequena, pois as empresas costumam ter um valor fixo (ou uma média salarial) que estão dispostas a pagar para aquela vaga. Apenas em casos de cargos executivos há uma abertura maior para negociar os valores logo após aprovação no processo seletivo, visto que o perfil procurado é muito mais específico.

2. O que levar em conta na hora de negociar o salário?

Antes de começar a negociar seu salário, busque referências no mercado para entender quanto outras empresas estão pagando para a função pretendida. No caso de quem está entrando no mercado, isso pode ser feito falando com pessoas que trabalham na área ou pesquisando o piso salarial com os sindicatos e associações de cada profissão, por exemplo.

Já quem tem experiência deve se basear no último emprego. Porém, atenção: não apenas no salário em si, mas na remuneração total, a soma do salário com todos os valores recebidos ao longo do ano, assim como os benefícios do cargo – participação nos lucros, auxílio creche, carro da empresa e plano de saúde, por exemplo.

 “Se o profissional estiver disponível no mercado, ou seja, desempregado, ele pode assumir que vai haver uma baixa de 25% nesse valor”, alerta o Master Coach. Se ainda está trabalhando em outra empresa, o candidato deve comparar o que recebe atualmente com a nova proposta, antes de decidir.

3. Quando há duas propostas diferentes, a com salário maior é sempre a melhor?

Nem sempre um salário base maior é a escolha mais vantajosa quando duas propostas distintas são comparadas. O ideal é levar em conta o valor da remuneração total, contando os benefícios e, claro, pensando em como eles lhe serão úteis (por exemplo: uma empresa que oferece um salário de R$ 1.000 + R$ 660 de vale-refeição pode ser melhor opção do que uma com pagamento de R$ 1.200 na qual o funcionário arcaria sozinho com os custos de alimentação).

Neste caso, não se esqueça de levar em conta o seu fluxo de caixa, pois há lugares que pagam os bônus de seis em seis meses, por exemplo. É preciso analisar suas contas e verificar se é possível adaptar-se ao que foi oferecido. Também considere que os benefícios não têm incidência de alguns impostos, podendo, em certas situações, representar ganhos se comparados a receber o valor como parte do salário.

4. Que tipo de argumento eu devo usar na hora H?

Se vai pedir um aumento, tenha em mente que seus argumentos devem se basear em desempenho e não em questões pessoais como dívidas a pagar. Foque nas responsabilidades que você tem na execução do trabalho e na sua performance ao longo do tempo.

Tente, sempre que possível, expressar seu desempenho por meio de indicadores, evitando basear o pedido em necessidades pessoais. Para isso, é possível, além de informar durante a negociação via oral, levar na reunião uma planilha com dados relevantes para sua função que mostrem que está atingindo as expectativas da empresa – ação que também demonstrará que você é uma pessoa organizada.

Dica: não é indicado basear-se no salário de outro colega na hora de pedir aumento. Os valores podem divergir porque estão ligados a diferentes responsabilidades assumidas e ao desempenho de cada colaborador. Fale apenas das suas funções e resultados.

5. E se eu trabalho como freelancer, como negociar?

Quem trabalha como freelancer, ou seja, cobrando por projeto, deve estar atento aos valores cobrados dependendo da sua área de atuação. A dica é pesquisar a média paga pelo mercado com colegas que atuem da mesma forma, além de agências que terceirizam trabalhos. Mas sempre coloque na balança fatores como uso de computador próprio, energia elétrica e internet, em caso dehome office, e tempo de dedicação ao projeto – se será possível ou não aceitar outras propostas enquanto executa o trabalho.

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