Habilidades necessárias para garantir a sobrevivência no mercado de trabalho

Por 29 de junho de 2018Zona de impacto

Pesquisa recente da consultoria Mckinsey revela três conjuntos de habilidades que os profissionais do futuro precisam desenvolver até 2030 para liderarem as grandes transformações

Provavelmente você se lembra de algum trabalho que não é mais executado da mesma maneira ou uma função profissional que sequer ainda existe… Pois esse é um movimento, que vem acontecendo cada vez mais rápido, de mudanças profundas no mercado de trabalho devido ao impacto de novas tecnologias.

Uma pesquisa recente da consultoria empresarial norte-americana Mckinsey sobre mercado de trabalho mostra como as atividades profissionais e as habilidades exigidas por elas serão afetadas pela automação e uso de Inteligência Artificial nos próximos anos.

Chamada de “Reorientação das habilidades: automação e o futuro da força de trabalho” (Skill shift: automation and the future of the workforce), ela revela que as habilidades cognitivas básicas – como processamento de dados e comunicação –, e as físicas e manuais terão sua demanda diminuída. O estudo dividiu as habilidades em cinco grupos diferentes, e contabilizou as horas de trabalho das atividades baseadas em cada um deles para examinar o que deve mudar daqui a pouco mais de uma década.

As funções físicas e manuais (como os de motoristas, seguranças e eletricistas), por exemplo, sofrerão uma baixa de 11% nas horas trabalhadas em 2030, em relação 90 bilhões de horas trabalhadas em 2016 nos Estados Unidos (EUA); e de 16% sobre os 130 bilhões de horas gastas com estas tarefas na Europa Ocidental. Essa continuará sendo a maior força de trabalho em muitos países, somando o total de 25% das horas trabalhadas, mas outros grupos de competências serão mais exigidos e o número de horas de trabalho dedicadas a eles crescerão até 2030.

Segundo o relatório, as empresas precisarão se adaptar a essas transformações nas habilidades necessárias para as novas funções, ao mesmo tempo em que realizam suas próprias mudanças organizacionais. A tendência é valorizar o aprendizado e treinamento contínuo dos colaboradores, e investir no trabalho multifuncional e baseado em equipes.

As habilidades que vão manter os trabalhadores no jogo

O estudo da Mckinsey também aponta os três grupos de habilidades que os profissionais precisam desenvolver para se manterem relevantes até 2030:

1) Cognitivas superiores: são as habilidades que envolvem alfabetização e redação avançadas, estatísticas, processamento e resolução de problemas complexos, além de pensamento crítico. Nesse grupo, a demanda por criatividade, em especial, deve crescer 30% nos EUA, e 40% na Europa, em relação a 2016.

Carreiras que precisam ficar de olho: profissionais como médicos, pesquisadores, escritores e contadores precisam dominar essas competências, porque elas serão ainda mais exigidas no futuro próximo.

2) Sociais e emocionais: as chamadas soft skills incluem comunicação, negociação, empatia, capacidade de adaptação, de aprendizagem e de gerenciamento de pessoas, muito ligadas à inteligência emocional.  Nos EUA, a demanda por essas habilidades deve crescer 26% em 2030 em relação aos 52 bilhões de horas em 2016, e na Europa Ocidental também 26%, mas sobre 67 bilhões.

Carreiras que precisam ficar de olho: profissionais que trabalham com programação, desenvolvimento de negócios e aconselhamento são funções com grande uso dessas habilidades.

3) Tecnológicas: abrange as habilidades relacionadas ao uso de tecnologias modernas. As atividades baseadas nessas competências, segundo o relatório, provavelmente serão as mais bem pagas ao longo dos anos – além de serem as que mais irão crescer.

Carreiras que precisam ficar de olho: profissionais que trabalham com TI, análise de dados, engenharia e pesquisa, desenvolvimento de software, robótica e engenharia devem devem apromimorar ao máximos suas habilidades tecnológicas se quiserem se manter relevantes no mercado de trabalho do futuro.

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