Técnicas de Design Thinking para otimizar tarefas diárias

Por 12 de junho de 2018Inspiração

Conheça essa metodologia de resolução de problemas que é tendência no mundo corporativo e entenda como ela auxiliar o dia a dia de empresas e profissionais

De tempos em tempos, surge no mundo corporativo algum termo que parece estar em todos os lugares, como o Design Thinking. É possível encontrá-lo relacionado ao desenvolvimento de novos produtos, ao planejamento estratégico, à melhoria da experiência do usuário… E, sim, ele consegue ajudar em tudo isso mesmo!

O Design Thinking (DT) é, na verdade, uma metodologia de resolução de problemas, ou seja, pode ser aplicada a qualquer processo. A ideia é reproduzir a maneira de pensar dos designers (profissionais projetistas e criadores em diferentes áreas) – anteriormente relacionada apenas à etapa de criação de produtos – às mais diferentes questões, em busca de soluções inovadoras.

Segundo a especialista e palestrante em Design Thinking e Sensemaking  (processo de análise e compreensão de um problema), Denise Eler, o Design Thinking foi conceituado pela primeira vez como metodologia em 2006, no Fórum Econômico Mundial, na Suíça.

“Todo mundo queria saber por que empresas grandes estavam deixando de ser competitivas e o que outras, mais novas, tinham de diferente por estarem por estarem crescendo rapidamente. A conclusão foi que essas empresas não tinham só uma preocupação com a forma das coisas, com o design, muito ligado à estética, mas elas também eram administradas com uma mentalidade inovadora”,explica.

Não é à toa que a metodologia virou um sucesso dentro das empresas preocupadas em melhorar processos. Para Denise, sabendo-se que há muitas queixas de reuniões em excesso e que a maioria delas é improdutiva, pensá-las como um designer é totalmente válido.

“O Design Thinking, essencialmente, é uma forma de resolver problemas, mas antes disso ele é uma forma de pensar, então a partir do momento que você se apropria dos valores dele, não consegue desassociar isso da sua vida”, aponta.

4 PILARES DO DESIGN THINKING

Design Thinking para empresas

Estas são algumas dicas para tornar as reuniões de trabalho mais produtivas com o Design Thinking:

Pensar quem deve ser convidado: comece definindo quem realmente precisa estar na reunião, ou seja, quem pode contribuir com o que vai ser discutido. É possível, ainda, perguntar aos colaboradores – via e-mail, por exemplo – se eles acreditam que vão acrescentar algo relevante à pauta. Caso a resposta seja negativa, peça que eles indiquem alguém que possa auxiliar.

Atribuir funções: sempre que possível, a equipe deve atribuir papéis aos participantes como quem vai cronometrar o tempo, quem vai fazer uma síntese da reunião ou um profissional para gerenciar os tópicos a serem abordados.

Fazer esquemas: no momento de fazer uma síntese, mais do que escrever a ata, é importante ilustrar de alguma forma o que está sendo dito – o que pode ser feito por meio de diagramas simples, esquemas que indiquem, ao final, como se chegou àquela conclusão.

Diversão não faz mal a ninguém: outro elemento com o qual o Design sempre contribui é a diversão. Tentar realizar as reuniões em um ambiente de relaxamento e mais descontração é fundamental para ter ideias inovadoras e criativas. Nesse sentido, pequenas mudanças visuais, como mais cores na sala de reuniões ou no material de escritório, podem ajudar.

Design Thinking para profissionais

Mas não é só para equipes em busca de otimização de tempo nas reuniões que a metodologia é de grande ajuda. O Design Thinking pode auxiliar também profissionais que queiram encontrar soluções inovadoras em diferentes áreas da vida.

Conheça as 4 etapas (conhecidas também como diamante duplo), que podem ser aplicadas no seu dia a dia:

1) Pesquisa: a busca por uma solução deve começar com a ida a campo, ou seja, a reunião de dados importantes para o processo, o que inclui a observação e análise do público envolvido no problema.

2) Insights: após realizar a pesquisa, se faz a análise dos dados e o chamado sensemaking (a “criação de sentido”, em português”). A ideia é compreender qual é, de fato, o problema, para só então pensar em soluções.

3) Ideação: agora que já se sabe qual é o problema, como é possível resolvê-lo? Este é o momento de pensar o maior número de soluções imagináveis, buscando alternativas às ideias comuns. Depois, selecionam-se algumas delas – ou parte de uma – para a prototipação.

4) Prototipação: ilustrar ou construir um modelo da solução para testá-la é fundamental na metodologia de Design Thinking. Isso porque, quando a ideia se torna visual, a tomada de decisão é mais rápida e gera menos incerteza.

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