A máquina e eu: um relacionamento que pode dar certo

A automação dos postos de trabalho pode ser uma grande oportunidade de crescimento profissional. Entenda como

Por 18 de outubro de 2017Zona de impacto

 

As máquinas estão cada vez mais inseridas em nosso cotidiano – nos processos de produção de praticamente todos os produtos que consumimos, na colheita da comida que chega à nossa mesa, e até no atendente que tira nossas dúvidas ou faz cobranças virtualmente.

A automação de muitos os trabalhos que conhecíamos e conhecemos hoje já é uma realidade, mas, segundo especialistas, não há com o que se preocupar se você souber se preparar para as mudanças. “É uma oportunidade para as pessoas saírem de funções mais operacionais e repetitivas e migrarem para trabalhos nos quais vão exercer o poder do seu cérebro e todo seu potencial de outra forma. Isto é um benefício, um ganho e tanto”, explica a master coach Liamar Fernandes, da Sociedade Brasileira de Coaching.

Para os pesquisadores da Universidade Corporativa da consultoria Deloitte, a automação pode ter um impacto positivo na produtividade se o funcionário for envolvido nessa mudança. Um dos motivos é que, durante o processo de adaptação da nova dinâmica de trabalho, o colaborador ficará mais próximo dos valores da empresa.

No relatório publicado por eles, baseado em estudos da Universidade de Oxford e no banco de dados de trabalho O*Net, a maioria das empresas (77%), declarou que não pretende reduzir o número de empregos, mas reformular os postos de trabalhos ou capacitar as pessoas para usar as novas tecnologias incorporadas ao dia a dia da empresa, com o objetivo de tirar proveito das habilidades essencialmente humanas que só elas podem oferecer.

De olho nas mudanças

A realidade é que as empresas ao redor do mundo estão, de fato, fazendo progressos significativos na automação dos postos de trabalho e na implantação de sistemas de Inteligência Artificial. Segundo um estudo da Deloitte, 41% das empresas consultadas revelaram já usar esses recursos de forma integral ou relevante dentro da sua força de trabalho – e outras 34% já estão com programas-piloto. Apesar disso, a mesma pesquisa mostra que apenas 17% dos executivos globais se veem preparados para administrar um quadro de “funcionários” que reúne robôs, Inteligência Artificial e pessoas, lado a lado.

Para Liamar, o profissional deve ficar atento às mudanças e tentar enxergar a situação como uma chance de desenvolvimento. “O colaborador deve ter flexibilidade, uma competência bastante interessante, ser adaptável a mudanças, aberto para o novo, ter a capacidade de aprender e ter iniciativa”, explica.

Por parte das empresas, segundo a master coach, deve haver planejamento e a criação de uma área de treinamento e desenvolvimento, no qual os funcionários possam se preparar para os desafios do mercado atual e do futuro. “É preciso dar treinamentos nos quais o colaborador vai exercitar o poder mental dele e prepará-lo para a tecnologia”, completa. Para os especialistas, em um mundo em constantes transformações, uma coisa é certa: o futuro não será de máquinas X pessoas, mas de máquinas E pessoas.

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