5 hábitos de pessoas com alta Inteligência Emocional

Fundamental no mundo corporativo, a chamada IE potencializa outras habilidades e pode ser desenvolvida por qualquer pessoa. Entenda como

Por 6 de novembro de 2017Inspiração

Durante muito tempo o QI (Quociente de Inteligência) foi visto como sinônimo de inteligência em si, o que não é verdade. Hoje em dia, a psicologia entende que existem diversos tipos de inteligência, como a inteligência emocional (IE), a habilidade de identificar, entender e gerenciar as próprias emoções.

A IE é formada por duas inteligências: a intrapessoal, de quem conhece a si mesmo, e a interpessoal, de quem conhece o outro. No mundo do trabalho, esta última tem grande importância porque a capacidade de conviver em grupo é essencial.

André Bruttin, professor do curso de psicologia da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e especialista em psicologia organizacional, explica que a IE é independente do QI, mas pode potencializá-lo. “A inteligência emocional é fundamental no mercado de trabalho. Se a pessoa tem uma genialidade muito grande em determinada área, mas tem dificuldade de se relacionar e se colocar no lugar do outro, em médio prazo, torna-se muito difícil a vida e o dia a dia no trabalho”, explica.

Confira agora cinco hábitos de pessoas com alta inteligência emocional:

  1. Conhecer as próprias emoções

Uma pessoa com alta inteligência emocional consegue reconhecer um sentimento quando ele aparece – se está triste, feliz ou com raiva em certos momentos, e o que a leva a esses sentimentos.

Exemplo: você pode ficar mal-humorado quando está com fome, mas, se tem consciência disso, pode tomar decisões mais acertadas, como esperar outro momento para discutir questões do trabalho que lhe estressam.

  1. Lidar bem com as próprias emoções

Uma vez que a pessoa sabe interpretar seus próprios sentimentos, ela pode saber lidar com eles ou não. Quem tem alto índice de IE faz isso, consegue reconhecer emoções e, a partir disso, gerenciá-las, aprendendo estratégias para melhorar seu dia a dia.

Exemplo: se você sabe que fica ansioso com apresentações em público, sempre estuda mais para se sentir mais preparado e tranquilo naquela situação.

  1. Manter o foco e a motivação

Um indivíduo com Inteligência Emocional coloca as próprias emoções a serviço de uma meta. Ou seja, ele pensa mais em médio e longo prazo do que alguém sem esse domínio.

Exemplo: sabe que fazer um novo curso pode não ser um plano com resultado imediato, mas consegue administrar as emoções e passar por esse período pensando nos benefícios que encontrará lá na frente.

  1. Reconhecer emoções nos outros

Os dois últimos hábitos ou habilidades relacionadas à IE têm a ver com as outras pessoas. Um deles é a capacidade de ouvir o outro, de ter empatia.

Exemplo: você consegue se colocar no lugar das outras, ver que suas ações e opiniões não são verdades universais e que várias formas de pensar são possíveis.

  1. Construir relacionamentos duradouros

Conseguir lidar com as emoções alheias também é um sinal de inteligência emocional, o que faz com que as pessoas construam laços e mantenham relações mais saudáveis.

Exemplo: você geralmente evita intrigas e, por isso, sempre acaba ganhando o respeito de quem o rodeia. Além disso, sabe conversar e negociar com seus colegas.

Leu os cinco hábitos, refletiu e acha que sua Inteligência Emocional não é tão alta assim? Não se preocupe muito com isso porque, segundo André Bruttin, a IE pode ser treinada e desenvolvida, principalmente com autoconhecimento. Ele dá algumas dicas:

  • Examine o modo como você faz avaliações e toma decisões

    Pergunte-se: o que eu levo em consideração na hora de avaliar uma pessoa? E um serviço? Estes critérios estão claros para mim?

  • Preste atenção aos seus sentidos

    Fique em estado de alerta para o “eu interior”, se perceba mais, reflita sobre suas ações.

  • Entre em contato com seus sentimentos

    Reflita: o que mexe comigo? O que me deixa alegre ou triste? Que tipo de atividade me empolga?

  • Identifique suas intenções

    Pergunte-se: quais são meus objetivos? O que pretendo com tais ações ou comportamentos? Como saberei se serei bem-sucedido nesta empreitada?

  • Preste atenção em seus atos

    Questione-se antes de agir: como será que o outro vai perceber esta minha atitude?

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